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Apneia do sono: saiba mais sobre essa condição que pode prejudicar o seu sono!

O sono desempenha um importante papel biológico para os seres humanos. Ele é responsável por conservar energia para o funcionamento e o equilíbrio do organismo e também por consolidar a memória e preservar o sistema imunológico. [1][2] Distúrbios do sono podem causar danos à saúde e estudos indicam que entre 37,2% a 69,4% dos adultos sofrem com alguma patologia do sono. [3] Uma das disfunções mais comuns é a apneia do sono, que atinge entre 7 e 18 milhões de pessoas apenas nos Estados Unidos, segundo estimativas. [4][2] Mas o que é apneia do sono? Quais são os seus sintomas? Como noites mal dormidas podem prejudicar a saúde? Saiba mais sobre essa condição!

O que é apneia do sono?

A apneia do sono consiste na obstrução das vias aéreas superiores, o que interrompe o fluxo respiratório e pode levar os indivíduos a despertar várias vezes durante a noite. Isso ocorre porque com o bloqueio do fluxo de ar, ocorre um aumento da concentração de gás carbônico e uma queda significativa de oxigênio no sangue. Como consequência, o corpo contrai a musculatura para desobstruir as vias aéreas e o indivíduo acorda com a respiração muito acelerada. Esses episódios costumam se repetir quando o paciente retoma o sono. [2]

Essa condição acomete de 8 a 10 vezes mais os homens do que as mulheres. Supõe-se que isso se deve aos hormônios do sexo masculino. As mulheres com apneia do sono geralmente estão passando pela transição entre a fase reprodutiva e a pós-menopausa, o que sustenta a hipótese de que esse distúrbio sofra influência hormonal. Essa patologia pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, mas é mais frequente entre os 40 e 50 anos de idade. [2]

Quais são os sintomas da apneia do sono?

As manifestações clínicas descritas por pacientes que têm o sono entrecortado devido à apneia são ronco, sufocamento noturno, sonolência excessiva durante o dia, dor de cabeça matinal, fadiga, sono não restaurador e alterações cognitivas. [5]

Fatores associados ao surgimento desse distúrbio

Quando não há espaço suficiente nas vias respiratórias para armazenar o fluxo de ar necessário ao dormir, ocorre o colapso que caracteriza a apneia do sono. [6] Nos adultos, alguns fatores que implicam alterações anatômicas podem causar esses episódios. São eles:

  • Circunferência do pescoço aumentada; [5]
  • Deformações na mandíbula;
  • Crescimento excessivo das amígdalas ou adenoides;
  • Alongamento facial;
  • Síndrome de Down;
  • Síndrome de Prader Willi;
  • Deslocamento do osso hioide. [6]

Além disso, o fator genético pode contribuir para o surgimento da apneia do sono, o que explica a incidência dessa síndrome em membros da mesma família. [2] As fontes não anatômicas que oferecem risco para episódios de apneia durante o sono incluem consumo de álcool, tabagismo, uso de sedativos, ronco habitual e dormir de barriga para cima. [6]

Diagnóstico e manejo da apneia do sono

O diagnóstico padrão da apneia do sono é feito por meio do exame de polissonografia de nível 1 (PSG). Nesse teste, o sono dos pacientes é monitorado em consultório durante a noite e alguns fatores, como o fluxo de ar e movimentos de contração abdominal, são analisados para obter um resultado preciso. [6]

As indicações médicas para o tratamento desse distúrbio variam em função do grau de apneia que o exame indica. Para indivíduos com apneia do sono leve a moderada e com dentição adequada, aparelhos orais ajustados podem trazer a mandíbula inferior para frente e reduzir o entupimento das vias aéreas. Em casos graves, a apneia pode ser controlada com BIPAP, o aparelho de ventilação mecânica não invasiva. [6][7]

Mas, em todos os casos, a recomendação é tratar a obstrução nasal. Medicamentos para rinite alérgica podem amenizar os sintomas e cirurgias de desobstrução nasal podem ser consideradas em casos graves, mas os riscos cirúrgicos devem ser avaliados por um médico especialista. [6]

TAGS : Sono, Bem-estarNovalgina

Referências:

[1] Belísio AS. Dormir bem: uma questão de saúde. Revista Humano Ser – UNIFACEX 2015; 1(1):88-98. - Consultado em 21/01/2021
[2] Balbani APS, Formigoni GGS. Ronco e síndrome da apnéia obstrutiva do sono. Rev. Assoc. Med. Bras. 1999 July/Sept; 45(3):273-278. - Consultado em 21/01/2021
[3] Zanuto EAC, Lima MCS, Araújo RG, da Silva EP, Anzolin CC, Araujo MYC, et al. Distúrbios do sono em adultos de uma cidade do Estado de São Paulo. Rev. bras. epidemiol. Jan-Mar 2015; 18 (1):42-53. - Consultado em 21/01/2021
[4] Sakamoto YS, Porto-Sousa F, Salles C. Prevalência da apneia obstrutiva do sono em trabalhadores de turno: uma revisão sistemática. Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(10):3381-3392. - Consultado em 21/01/2021
[5] Zancanella E, Haddad FM, Oliveira LAMP, Nakasato A, Duarte BB, Soares CFP, et. al. Apneia Obstrutiva do Sono e Ronco Primário: Diagnóstico. Projeto Diretrizes Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 11 junho 2012. - Consultado em 22/01/2021
[6] Slowik JM, Collen JF. Obstructive Sleep Apnea. StatPearls Publishing. 2020 Jan. - Consultado em 22/01/2021
[7] da Silva ADL, Catão MHCV, Costa RO, Costa IRRS. Multidisciplinaridade na apneia do sono: uma revisão de literatura. Rev. CEFAC. Set/Out. 2014; 16(5):1621-1626. - Consultado em 22/01/2021

MAT-BR-2100626

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