Dor de cabeça: Causas, efeitos e tratamentos para diferentes variações deste sintoma

É difícil encontrar alguém que nunca teve dor de cabeça ao menos uma vez na vida, quando 95% da população mundial já sofreu desse mal. [1] Mas por que será que a dor de cabeça é tão comum? Você sabe que efeitos ela pode ter? E os motivos que levam ao seu aparecimento? Uma dor de cabeça pode ter diversas origens, como aumento da tensão nos músculos do crânio, face, pescoço e ombros, doenças sistêmicas ou neurológicas e até mesmo o uso excessivo e inadequado de medicamentos [2]. A dor de cabeça pode ser leve ou moderada, mas em algumas situações também pode ser intensa e incapacitante. Saiba mais sobre esse sintoma, seus efeitos e variações com as informações do neurologista André Felício, que conversou conosco sobre esse tema.

Diferentes causas para o mesmo sintoma 


A dor de cabeça é um sintoma que pode denunciar diversos problemas. Ela pode ser pontual ou durar muitos dias; se fixar em um lado ou ambos os lados da cabeça e esse pode ser um dado importante para diagnosticar qual o seu problema. No entanto - e felizmente -, na maioria das vezes ela sinaliza para causas menos complexas [1]. Segundo Dr. André, “dor de cabeça” ou “cefaleia” são termos genéricos para qualquer tipo de dor na região do crânio e são divididas basicamente em dois grupos: primárias e secundárias.

Dor de cabeça tensional: você já ouviu falar nela?


A dor de cabeça tensional não é um sintoma de alguma coisa, mas o diagnóstico em si. Ela acontece quando existe excesso de tensão nos músculos do crânio, face, pescoço e ombros e pode estar associada a diversos fatores desencadeantes como, por exemplo, má postura da coluna cervical, sono inadequado, estresse, alterações da mastigação ou da ATM (Articulação Temporo-Mandibular), dentre outros [2]. Consumir em grande quantidade alimentos que contenham cafeína, como chocolate e café, além de bebidas alcoólicas, também podem gerar o desconforto [2]. “A dor de cabeça tensional e a enxaqueca fazem parte do grupo das cefaleias primárias“, esclarece o neurologista. 

A dor de cabeça pode ser um sintoma de doenças


Sinusites, resfriados, e gripes também podem causar dores de cabeça [3]. No caso das chamadas cefaleias secundárias, observa-se que a dor de cabeça não é um sintoma isolado, mas decorrente de uma outra condição, que pode ser hipertensão intracraniana, meningite, encefalite ou até mesmo tumores [1], como esclarece o neurologista. “Existem as causas secundárias das cefaleias, como infecções dos seios paranasais, traumas cranianos, uso excessivo de analgésicos, etc”, comenta o Dr. André. No entanto, esse diagnóstico só pode ser avaliado considerando o histórico do paciente, para que seja averiguado como a dor de cabeça se desenvolveu, bem como pela realização de exames de imagem. Ainda assim, esse tipo de dor de cabeça é mais raro e, por isso, compromete um número significativamente menor de pessoas [1]

Somatização: a dor de cabeça pelo estresse


Apesar de não parecer, um dos principais motivos para a dor de cabeça tensional (a mais comum, como anteriormente mencionado) é o estresse. Especialistas afirmam que, mediante estresse, os músculos da face, pescoço e ombros se tensionam, causando a dor de cabeça, geralmente moderada e sem evolução clínica. Portanto, reduzir a tensão destes músculos é a maneira correta de tratar a cefaleia tensional [4].

Ela atinge mais as mulheres do que os homens


A dor de cabeça é mais comum em mulheres do que em homens [1]. Acredita-se que isto se deve às alterações hormonais normais no organismo da mulher, pois sabe-se que níveis elevados de estrogênio estão associados ao aparecimento de dor de cabeça, especialmente a enxaqueca [5]

Sintoma simples, efeitos complexos 


Apesar de ser um sintoma geralmente autolimitado, os efeitos da dor de cabeça podem ser bastante incômodos. De acordo com o Dr. André, algumas sensações são clássicas em casos de cefaleia intensa. “Alteração da percepção visual, do olfato, paladar, náusea, vômito, irritabilidade, falta de apetite”, afirma o médico. “Outras sensações mais comuns em dores de cabeça moderadas a intensas podem ser: sensibilidade à luz (fotofobia) e a som alto, desânimo e insônia”.

A dor de cabeça crônica


É importante ficar atento para a dor de cabeça crônica, persistente. O neurologista esclarece como identificá-la: “Em geral, dores de cabeça com duração superior a 15 dias por mês por e/ou recorrente por mais de 3 meses, lembrando que o uso excessivo de analgésicos pode levar à cronificação da dor de cabeça”. Ou seja, é muito importante não abusar de analgésicos ou anti-inflamatórios, pois isto pode piorar a cefaleia. 

Quando devo procurar o médico?

O neurologista é enfático quanto ao tratamento de uma dor de cabeça crônica ou muito incômoda. “É importante procurar um médico, evitar fatores desencadeantes, fazer um tratamento para as crises e, se necessário, um tratamento preventivo”, explica. No caso de dores crônicas o aconselhamento médico é imprescindível. “Na dor crônica, quando ela muda as características habituais, está associada a alteração visual ou da força ou a remédios que anteriormente aliviavam a dor e passam a não funcionar mais”, finaliza o médico. 

Médico entrevistado:

Dr. Andre Felicio
, CRM 109665, Neurologista

Código ZINC: SABR.CDOC.20.01.0065

 

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