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Dor de cabeça forte: quando é hora de procurar um médico?

A dor de cabeça é um incômodo extremamente comum e que pode afetar qualquer pessoa. A maioria das cefaleias não é motivo para grandes alertas e dispensa uma investigação profunda. Por outro lado, não se pode ignorar que existe uma minoria de casos em que uma dor de cabeça muito forte pode indicar problemas sérios de saúde. [1] Como diferenciar esses dois perfis para saber a hora ideal de procurar um médico? Confira!

Dor de cabeça muito forte pode ser enxaqueca

Dor de cabeça forte pode ser um indício de enxaqueca. Esse é o segundo tipo mais comum de cefaleia e é sentido de forma latejante ou pulsante e unilateral, com episódios que duram entre 4 e 72 horas. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e cheiros. Por isso, muitos pacientes preferem descansar em um espaço escuro e silencioso durante a crise. [1]

Aproximadamente um terço dos pacientes com enxaqueca episódica relata uma aura. Trata-se de um sintoma neurológico progressivo, visual ou sensitivo, que dura de cinco a 60 minutos. A mais comum é a aura visual em forma de linhas em zigue-zague ou de escotoma cintilante. [1]

Quando a enxaqueca ocorre de forma pontual e dentro desses padrões, não há grandes indícios de urgência clínica. Nesses casos, o remédio para dor de cabeça forte pode ser paracetamol, dipirona, ibuprofeno ou aspirina com ou sem antieméticos, como domperidona. [1] [2] Mas, vale lembrar que é sempre importante consultar um médico.

Alta frequência da dor de cabeça forte é um alerta

Passe a registrar a frequência e a duração do incômodo. Dor de cabeça forte que persiste por mais de 15 dias por mês e com mais de quatro horas de duração por dia é um problema considerado crônico. A cronificação pode acontecer em qualquer fase da vida, mas é mais comum entre os 30 e 40 anos de idade. [3]

O tipo de dor causado pela cefaleia crônica diária varia, mas tende a ser constante, em pressão ou aperto, mas também pode ser pulsante. Além da dor de cabeça, o quadro crônico pode ser acompanhado de outros sintomas, como: [3]

  • Maior sensibilidade na visão, audição e olfato; [3]
  • Alterações gastrintestinais, como náuseas; [3]
  • Congestão nasal; [3]
  • Tensão muscular no pescoço; [3]
  • Incômodos oculares, como visão borrada, lacrimejamento, inchaço e vermelhidão; [3]
  • Fadiga; [3]
  • Dificuldade de concentração; [3]
  • Irritabilidade; [3]
  • Falha de memória. [3]

Se você se identificou com essas características, sem dúvidas, é hora de marcar uma consulta com um especialista. A cronicidade da dor de cabeça forte pode afetar sua qualidade de vida e causar problemas psicológicos. [3]

Dor de cabeça forte como um sintoma neurológico grave

A dor de cabeça muito forte que se manifesta como um sintoma de outra doença faz parte do grupo das cefaleias secundárias, que são mais raras que as primárias e também possivelmente mais graves. Um indicativo de cefaleia secundária é quando a dor de cabeça forte é acompanhada de febre, erupção cutânea e redução do nível de consciência. O diagnóstico correto pode salvar vidas e, por isso, é o momento de procurar um médico. [1]

Quando uma nova onda de dores de cabeça surge em pacientes com mais de 50 anos associada à febre, mal-estar, perda de apetite e de peso, suor noturno e insônia, há o alerta para buscar ajuda médica especializada. [1]

Já para trombose venosa cerebral, as mulheres jovens que fumam e/ou tomam pílula anticoncepcional oral são o principal grupo de risco. O perigo é ainda maior imediatamente após o parto e quando há desidratação. A doença aumenta a pressão intracraniana e se manifesta com dor de cabeça forte durante a manhã, náuseas, confusão mental, papiledema e convulsões. [1]

Nestes casos acima, que são exemplos de doenças que apresentam a cefaleia secundária como sintoma, é fortemente indicado buscar ajuda especializada na apresentação das características citadas, mesmo que nem todos os sintomas mencionados surjam.

TAGS : Dor de cabeçaDorflex

Referências:

[1] Ahmed F. Headache disorders: differentiating and managing the common subtypes. British Journal Of Pain. 2012; 6(3): 124–132. - Consultado em 16/12/2020
[2] DORFLEX® [bula de medicamento]. Responsável técnico Silvia Regina Brollo. São Paulo: Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. 2014. - Consultado em 17/12/2020
[3] Oliveira MF, Speciali JG. Cefaléia crônica diária: conceitos e tratamentos. Medicina (Ribeirão Preto). Out./Dez. 2002; 35: 455-63. - Consultado em 16/12/2020

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