Enxaqueca causas tipos e sintomas dessa complexa e dolorosa doenca

Enxaqueca: causas, tipos e sintomas dessa complexa e dolorosa doença

A enxaqueca é caracterizada por episódios de dor de cabeça com intensidade que varia entre moderada e grave. Essa doença afeta 12% da população, principalmente as mulheres, e é considerada a segunda maior causa de incapacitação no mundo. Isso porque além da dor típica de enxaqueca ser intensa e frequentemente acompanhar outros sintomas, essa condição é marcada por crises recorrentes. Conheça as particularidades dessa doença complexa, assim como os sintomas de enxaqueca e os tipos mais comuns. Descubra também o que é bom para enxaqueca! [1][2]

Saiba quais são os sintomas de enxaqueca

A dor da enxaqueca geralmente se manifesta em apenas um lado da cabeça de forma latejante. Além disso, é comum que a dor seja intensificada com a prática de exercícios físicos ou até mesmo com movimentos leves. Outros sintomas que podem surgir são náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e sons. Esse conjunto de sinais compreende 75% dos casos e compõe o tipo mais comum dessa doença, a enxaqueca sem aura. [1][2] Conheça abaixo outros tipos de enxaqueca.

Enxaqueca com aura

Um dos tipos de enxaqueca mais conhecidos, a enxaqueca com aura provoca um ou mais sintomas visuais, sensoriais, de fala e linguagem. Esses efeitos podem ser positivos ou negativos, sendo os negativos aqueles que causam prejuízo funcional, como a redução da visão ou audição, e os positivos, sinais como a visualização de linhas ou formas brilhantes, zumbidos e ruídos no ouvido e sensações anormais como formigamentos. [1][2]

Esses sintomas de enxaqueca com aura são causados por alterações na função cortical, na circulação sanguínea e na integração neurovascular e são observados em cerca de 25% dos casos de enxaqueca. [1][2]

Enxaqueca hemiplégica

A enxaqueca hemiplégica é um subtipo raro de enxaqueca com aura e é caracterizada por uma fraqueza motora unilateral em pelo menos algumas crises. Esse sintoma distingue a enxaqueca hemiplégica da enxaqueca com aura típica, mas outros tipos de aura também se manifestam nesse quadro de enxaqueca. Sinais como formigamento, prejuízos no campo de visão, dormência e letargia também podem aparecer durante uma crise. [3]

A fraqueza motora unilateral costuma ter origem nas mãos e evoluir para o braço e o rosto, podendo mudar de lado entre as crises ou durante um mesmo episódio de dor. Os pacientes afetados por essa condição raramente sentem fraqueza motora nos dois lados do corpo. Os sintomas dessa enxaqueca costumam durar de 20 a 30 minutos. [3]

Enxaqueca crônica

Um quadro de enxaqueca é considerado crônico se as crises ocorrerem em mais de 15 dias por mês durante pelo menos três meses. Esse tipo é mais raro e estima-se que menos de duas em cada 100 pessoas sofram com essa condição. Existem dois padrões típicos que são fundamentais para o diagnóstico de enxaqueca crônica: o primeiro é aquele em que os pacientes já sofrem com dor de cabeça e a frequência dos ataques aumentam ao longo do tempo até que o problema se torne crônico, enquanto no outro padrão, os indivíduos têm um episódio de dor de cabeça isolado, tornando-se recorrente após esse evento. [2][4]

Quais são as causas de enxaqueca?

Apesar das causas de enxaqueca permanecerem incertas, considera-se que a genética está associada à origem dessa doença. Além disso, existem teorias que dizem que os vasos sanguíneos cerebrais inflamados e a maneira como o cérebro processa sinais de dor também estão relacionados ao surgimento da condição. [1][2]

Existem alguns gatilhos que podem contribuir para o desenvolvimento dessa doença. Um estudo observou que 80% dos pacientes diagnosticados com enxaqueca apontaram o estresse como um fator relevante para desencadear crises. A condição pode surgir em dias agitados e sem pausas para descanso, mas também após o estresse cessar, como nos fins de semana ou férias. [1]

Além disso, outros fatores, como rotina alimentar desregrada, alterações hormonais durante a menstruação, ovulação e gravidez, sono em excesso ou insuficiente e dor no pescoço também podem ser gatilhos. Por isso, é interessante que indivíduos que sofrem com essa doença façam um diário da enxaqueca para mapear seus gatilhos. [1][2]

O que é bom para enxaqueca?

O manejo da enxaqueca pode ser feito com tratamento agudo ou preventivo. O tratamento agudo tem o objetivo de reduzir a frequência e a duração dos episódios, assim como a incapacidade que essa condição provoca. Esse tipo de estratégia adota o uso de anti-inflamatórios não esteroides, geralmente em ataques moderados sem náusea ou vômito. Também podem ser administrados triptanos em crises mais graves, mas o tratamento com esse tipo de medicamento deve ser limitado a menos de 10 dias por mês. [1]

Já o tratamento preventivo utiliza outros agentes farmacológicos, como antidepressivos, anticonvulsivantes e bloqueadores dos canais de cálcio. Esse tipo de terapia é indicado para algumas condições específicas, como enxaqueca hemiplégica, casos em que a doença implica perda significativa na qualidade de vida, dores de cabeça frequentes ou de longa duração e quando houver falha ou contraindicação do tratamento agudo. [1]

Outros métodos de terapia alternativa também devem ser considerados. São eles:

É importante que os pacientes recebam orientação médica antes de fazer o uso de alguma medicação, pois a dor pode ser decorrente de outros tipos de cefaleia, como dor de cabeça tensional e dor de cabeça em salvas. A frequência do uso de medicamentos analgésicos também deve ser controlada, pois o consumo em excesso pode agravar o distúrbio. [1][2]

TAGS : Dor de Cabeca, Dor e sintomas

Referências:

[1] Ruschel MAP, De Jesus O. Migraine Headache. StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2021 Jan-. Acessado em 02/03/2021
[2] Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG). Migraine: Overview. InformedHealth.org [Internet]. 2006. Acessado em 02/03/2021
[3] Kumar A, Samanta D, Emmady PD, Arora R. Hemiplegic Migraine. StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2021 Jan- Acessado em 02/03/2021
[4] Weatherall MW. The diagnosis and treatment of chronic migraine. Ther Adv Chronic Dis. 2015 May; 6(3): 115–123. Acessado em 02/03/2021

MAT-BR-2101292

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