Mulher sentindo dor de cabeça por causa da enxaqueca

Enxaqueca: Como diferenciar esse problema de uma dor de cabeça comum?

Uma dor de cabeça muito intensa, incapacitante e persistente [1]. É como é geralmente caracterizada a enxaqueca, um distúrbio cerebral que altera diversas funções dos neurônios causando uma dor intensa e persistente. Apesar de ser uma doença crônica e bem específica, muitas pessoas a confundem com uma “dor de cabeça comum”. Essa dor, geralmente causada pelo estresse (dor de cabeça tensional), pode ter diversas motivações e têm diferenças importantes em relação à enxaqueca. Conheça as principais divergências entre as duas. 

 

Enxaqueca costuma provocar dor lateral e latejante


A dor da enxaqueca possui algumas características próprias. Diferentemente da dor de cabeça tensional - que geralmente é de intensidade leve a moderada, “aperta” a cabeça e não piora com atividade física -, a enxaqueca provoca uma dor unilateral, no lado esquerdo ou direito da cabeça, pulsante e latejante, de intensidade moderada a grave. Ela se manifesta em forma de crises, que podem durar de 4h a 72h e pode causar adicionalmente náusea, vômito, hipersensibilidade à luz (fotobobia), cheiros e sons. [1] 

 

A enxaqueca é crônica?

 
Nem sempre, mas não é incomum que se torne crônica. Estima-se que cerca de 1,3% a 2,4% dos pacientes que apresentam enxaqueca a tenham de forma crônica, e essa é a forma mais grave, pois a dor torna-se incapacitante e compromete a qualidade de vida do paciente, gerando problemas familiares, de relacionamento e até mesmo no ambiente de trabalho. [1] Ela também pode ser uma doença que leva ao desencadeamento de outras, especialmente pelo uso excessivo de medicamentos analgésicos, o que pode ser inclusive um fator de intensificação da dor, o chamado “efeito rebote”. [2] 

 

Tratamento exige acompanhamento com neurologista e exercícios físicos


É muito importante que, diante de um diagnóstico de enxaqueca, seja feito um acompanhamento médico com o especialista - neurologista ou cefaliatra (especialista em dor de cabeça) - que pode recomendar o uso de analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar a dor e melhorar a crise. Estudos demonstram que a prática regular de exercícios físicos, por provocarem relaxamento e bem-estar, têm impacto positivo para minimizar a doença, diminuindo a frequência das crises e a intensidade da dor. Terapias alternativas como a acupuntura e a psicoterapia, também podem auxiliar no tratamento. [3]

Código ZINC: SABR.CDOC.20.01.0065a