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Escala de dor: é possível quantificar esse sintoma?

É difícil mensurar com precisão um fenômeno com aspectos subjetivos como a dor. No entanto, fazer essa quantificação é extremamente importante para que o paciente receba o diagnóstico correto e faça o tratamento de forma eficiente. Tudo isso gera como consequência melhoras significativas no seu bem-estar. [1] [2] Quer saber mais sobre a dor e suas especificidades? Confira!

Existe uma escala de dor?

A escala de dor é quantificada a partir do relato do paciente somado à avaliação física feita pelo médico. O paciente é um instrumento essencial no processo de mensuração. Entretanto, muitas equipes de enfermagem ainda desconhecem que a dor é considerada o quinto sinal vital e não têm o costume de fazer a devida avaliação. A falta de conhecimento e empatia por parte das equipes médicas é mais um desafio do processo de quantificação da dor. [2]

Para a psicofísica, área da psicologia que estuda a relação entre os estímulos físicos e as sensações, a autoavaliação oferece um viés qualitativo ao diagnóstico médico. [1] A recomendação dos profissionais deste ramo é a adoção de sistemas que visam mapear as intensidades e os tipos de dor, como a Escala Visual Numérica (EVN), a Escala Visual Analógica (EVA) e a Escala Multidimensional de Avaliação de Dor (EMADOR). [1] [2]

Na Escala Visual Numérica e na Escala Multidimensional de Avaliação de Dor, o profissional da saúde pede ao paciente que classifique a dor que está sentindo numa escala de 0 a 10. O número 0 representa a ausência de dor e o 10 representa a dor em sua pior intensidade possível. [2] [1] Já a Escala Visual Analógica utiliza uma reta, sem números. De um lado, está a ausência de dor e, do outro, a pior dor. [2]

O que é dor? Conheça a definição

A Sociedade Internacional para o Estudo da Dor (IASP, na sua sigla em inglês) define a dor como uma experiência angustiante com componentes sensoriais, emocionais, cognitivos e sociais. Apesar de haver um protagonismo do aspecto biológico, a subjetividade promovida pelos aspectos psicológicos é essencial para o entendimento multidimensional da dor. [3]

Essa conceituação permitiu avanços na compreensão da natureza da dor e no tratamento, tanto da dor aguda quanto crônica. [3] Desde 2000, a dor é oficialmente considerada o quinto sinal vital a ser avaliado em um ambiente clínico pela Joint Commission on Accreditation on Healthcare Organizations (JCAHO), uma importante instituição de saúde dos Estados Unidos. [2]

Saiba mais sobre a fisiologia da dor

A dor é uma soma de vários fatores, como a natureza e a intensidade do estímulo, além de fatores psicossociais e neurosensitivos. A sensação neurosensitiva da dor é o resultado da interação entre os estímulos nociceptivos e os fatores moduladores que surgem quando há uma modulação no sistema nervoso central. [4] Já a qualidade e a quantidade da dor são subjetivas e dependem de como cada pessoa lida com aquele estímulo - o nível de ansiedade envolvido e a capacidade de abstrair a sensação incômoda, por exemplo. [4]

A dor pode ser crônica ou aguda. As agudas são fisiológicas e limitadas a um tempo e espaço, diferentemente das crônicas, que se constituem como doenças por persistirem por um longo período (mais de três ou seis meses). [4] Independentemente dos tipos de dor, o corpo encontra maneiras de expressar o incômodo sentido por meio, por exemplo, de expressões faciais e verbais. É a chamada linguagem da dor. [4]

TAGS : Dor no corpoDorflex

Referências:

[1] Sousa FF, Pereira LV, Cardoso R, Hortense P. Escala Multidimensional de Avaliação de Dor (EMADOR). Revista Latino-Americana de Enfermagem, 2010 Fev; 18(1): 1-9. - Consultado em 01/12/2020
[2] Pedroso RA, Celich KLS. Dor: quinto sinal vital, um desafio para o cuidar em enfermagem. Texto & contexto - Enfermagem. 2006 Jun, 15(2): 270-276. - Consultado em 02/12/2020
[3] Williams ACC, Craig KD. Updating the definition of pain. PAIN. 2016; 157(11): 2420–2423. - Consultado em 02/12/2020
[4] Marquez JO. A dor e os seus aspectos multidimensionais. Ciência e Cultura. Abr 2011; 63(2): 28-32. - Consultado em 02/12/2020

MAT-BR-2004619

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