Mulher com febre com um cobertor e checando sua temperatura.

Febre: Confira as causas, efeitos e como é o tratamento

A febre é um dos sintomas mais comuns do mundo. Caracterizada pelo aumento de temperatura corporal, muitas vezes acompanhado de mal-estar, indisposição e sensação de frio [1], a febre pode ser um alerta de alguma doença [2]. Para entender mais sobre esse sintoma e suas causas e tratamentos, conversamos com a clínica geral Lethícia David Prado. 


A febre é um dos principais “avisos” do organismo de que algo não anda bem


Considerado um sintoma muitas vezes importante para o diagnóstico de enfermidades e doenças, [2] o aumento da temperatura corporal é um dos primeiros avisos. “A presença de febre sugere alguma doença subjacente que deve ser investigada. Dentre as diversas etiologias causadoras desse sintoma é importante destacar as infecções (virais, bacterianas, fúngicas, parasitárias), doenças reumatológicas, neoplasias e doenças do sistema nervoso”, afirma a médica. Além disso, a febre também pode ocorrer como reação adversa de algumas vacinas [3].


Aumento da temperatura não é só um alerta, mas também uma defesa


A febre geralmente costuma causar certo “pânico”, por ser considerada um sintoma de alguma doença ou situação grave de saúde, principalmente em crianças. Apesar da fobia pelo sintoma [2],  a febre pode não ser somente um aviso de que algo anda errado no organismo, mas também uma proteção ao próprio corpo: Algumas pesquisas indicam que a temperatura elevada reduz a multiplicação de bactérias e vírus e ativa a resposta imune do corpo [4], o que ajuda a combater a evolução da doença. Além disso, a curva febril de temperatura ajuda (em muitos casos, é essencial) no diagnóstico do paciente [4]. “Durante o processo febril, o organismo realiza alguns ajustes para manter a elevação da temperatura corporal. Dentre esses há, por exemplo, a vasoconstrição (diminuição do calibre dos vasos sanguíneos), com redução do fluxo de sangue para as extremidades do corpo, gerando frio. Pode também ocorrer a geração ativa de calor através dos tremores. Todo esse processo é comandado por uma região do cérebro denominada hipotálamo, que age como um termostato no corpo humano”, diz a médica.

Febre exige atenção médica imediata?


A febre, por geralmente ser associada a doenças infecciosas, pode gerar uma sensação de medo, especialmente quando se trata de uma criança febril. No entanto, em muitos casos, a febre é autolimitada, ou seja, desaparece em pouco tempo e não oferece grandes riscos à saúde, exceto em grupos específicos de risco, como bebês recém-nascidos, pacientes com o sistema imunológico comprometido ou alguma doença grave. No entanto, algumas características como o estado geral do paciente e as temperaturas observadas (especialmente acima de 39,4ºC), são sinais relevantes de que um médico deve ser consultado, para uma investigação mais aprofundada sobre as causas do problema [5].

Antipiréticos e antitérmicos: cuidado com o exagero


O tratamento mais popular para a febre costuma ser a automedicação com antipiréticos e antitérmicos. Entretanto, é consenso entre os médicos que a medicação só deve ser tomada nos casos em que a febre traga indisposição e prostração. Nesse caso, o uso do remédio deve ter como objetivo principal proporcionar mais conforto ao paciente. Em caso de febre baixa, métodos não farmacológicos como compressas frias ou banho morno podem ajudar, desde que não causem mais desconforto para o paciente. [5]

A febre pode levar a um quadro grave?


Ainda que a febre normalmente não seja, diretamente, um risco à saúde, a elevação descontrolada da temperatura pode causar problemas no sistema nervoso central [6]. O risco maior ao paciente não vem da febre em si, mas das doenças que ela pode estar sinalizando, que podem ser benignas ou graves, por isso a importância de um diagnóstico médico. “Por ser um sintoma de uma doença de base, a gravidade do quadro depende basicamente da doença causadora da febre. Cabe ressaltar também que a elevação da temperatura corporal acima de 41,5.°C, definida como hiperpirexia, pode sugerir infecções mais graves, acarretando maior risco à vida do paciente caso não seja realizado o tratamento adequado.”, explica a médica. 

Convulsão febril: devo me preocupar?


Em crianças, a convulsão febril é uma situação que gera ansiedade e insegurança nos pais, em especial pelo seu significado e implicações futuras. Assim, é preciso orientá-los quanto aos cuidados iniciais durante a crise, a evolução do quadro e a possibilidade de tratamento para reduzir o risco de repetições [6]. O tratamento consiste primariamente na manutenção das vias aéreas e medicamentos anticonvulsivantes. Antipiréticos podem ser utilizados para reduzir a temperatura, no entanto, não reduzem a recorrência de convulsões nem apresentam eficácia na melhora da convulsão febril [6].

Médica entrevistada:

Lethícia David Prado - CRM 52-1114743

Código ZINC: SABR.CDPM.20.06.0776

TAGS : Febre

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