Quem nunca correu pra emergência quando viu seu bebê com febre? Mas será que é necessário? Vem ver!

Febre em bebê é sempre uma emergência?

A febre é uma das queixas mais recorrentes na pediatria. Estima-se que 20% a 30% das consultas pediátricas têm a febre como motivo único. [1] A elevação da temperatura corporal alerta os pais, mas é preciso lembrar que febre é apenas um sintoma, e não a doença em si. [2] Cabe apenas ao pediatra determinar se a febre deve ser investigada mais profundamente. Mas, antes mesmo de ir ao médico, é interessante entender se a febre em bebê é sempre um caso emergencial.

Como a febre se manifesta em bebês?

Em bebês de dois a três meses, pesquisadores mostraram que o nível da temperatura é mais elevado e a febre é apontada com temperaturas acima de 38ºC ou 38,2ºC. [2] Já a partir de um ano de idade, a temperatura corporal tende a ficar mais próxima da temperatura dos adultos e a criança é considerada febril quando o termômetro axilar mede mais que 37,2ºC. [1]

Quando a investigação imediata é indicada?

Existem alguns fatores que indicam a necessidade de investigação imediata da febre em bebê:

  • Faixa etária: em recém-nascidos, procura de ajuda médica especializada imediata é obrigatória. Nos dois primeiros meses de vida, é recomendada. A partir do terceiro mês do bebê, é possível fazer uma análise geral e uma observação atenta antes de procurar ajuda médica; [1]
  • Temperatura acima de 39,4ºC com tremores ou abaixo de 36ºC; [1]
  • Aspecto geral abatido, como perda de apetite, irritabilidade, sonolência ou sono profundo, apatia e choro inconsolável; [1]
  • Febre com mais de 72 horas de duração. [1]

Lembrando que o médico deve ser sempre consultado.

Orientações aos pais contra a febrefobia

A literatura médica usa o termo febrefobia para se referir às ideias equivocadas que os pais costumam ter ao ver a temperatura elevada do bebê ou criança pequena, devido ao medo das complicações e dos sintomas que podem acompanhar a febre. [3] Pediatras jamais devem negar o alívio do desconforto, mas também são orientados a ter um papel educacional sobre a febre. [1] Com um maior domínio das informações, os pais podem ter um melhor gerenciamento do estresse que acompanha os episódios febris. Alguns fatos úteis para se saber sobre a febre:

  • A febre é uma resposta normal da defesa do corpo; [2]
  • A febre é um sintoma, não uma doença; [2]
  • Nem sempre a febre de temperatura baixa precisa ser tratada (em crianças com quadro clínico saudável); [2]
  • A aparência clínica é geralmente mais importante do que a temperatura da febre. [2]

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Referências:

[1] Murahovschi J. A criança com febre no consultório. Jornal de Pediatria. Mai/Jun 2003; 79 (1); 55-64. - Consultado em 17/11/2020
[2] Avner J, Baker M. Management of fever in infants and children. Emergency medicine clinics of North America. 2002 March; 20; 49-67. - Consultado em 17/11/2020
[3] Gunduz S, Usak E, Koksal T, et al. Why Fever Phobia is Still Common? Iranian Red Crescent Medical Journal. 2016 Jun 5; 18(8); e23827. - Consultado em 17/11/2020

MAT-BR-2004444

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