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Quais são as principais causas de febre em bebê?

A febre é uma das queixas mais comuns em bebês e crianças e motivo de grande preocupação entre os pais. O receio quanto ao surgimento da febre nessa idade está na ideia de que este sintoma está relacionado a complicações de saúde, como lesão cerebral e convulsões. No entanto, segundo estudos, somente há perigo para um bebê se a temperatura chegar aos 40 graus de febre. [1]

Mas afinal, o que causa febre em bebê? Para falarmos sobre esse assunto, conversamos com a pediatra Andréa Colpas, que vai explicar como surge a febre em bebê, quando ela deve ser tratada e quais são as maneiras para revertê-la.

O que causa febre em bebê?

Existem diversos fatores que podem causar febre alta em bebê. Segundo Andréa Colpas, os vírus da gripe e do resfriado são os primeiros da lista: “As mais frequentes causas de febre em latentes são, principalmente, as infecções respiratórias agudas, sendo que as virais (resfriados comuns, faringites) tem uma predominância três vezes maior que as bacterianas (pneumonia, otite média aguda e depois a sinusite). Também vemos as gastroenterites virais (vômitos e diarreia) como uma grande causa de febre em bebês e crianças”.

A febre surge como um sintoma dessas infecções, mas segundo a médica, o sistema imunológico dos bebês e das crianças produz substâncias visando combater os microrganismos responsáveis. Como na infância o corpo humano cria anticorpos para o próprio desenvolvimento humano, a especialista também destaca que este efeito positivo influencia no tempo de duração da enfermidade. “Muitas vezes, a febre ocorre em um dia ou dois e depois não aparece mais. Isso é um sinal de sucesso e de que o sistema imunológico da criança está competente e combateu o agente agressor”, relata.

Febre alta em bebê: como é a reação dos pequenos?

Segundo a pediatra, a febre em bebê diminui a agitação e provoca algumas reações: “Geralmente, as crianças e bebês ficam mais quietinhas do que o usual, choram mais, recusam alimentos e podem apresentar certo rubor na face, além do aumento de temperatura ao toque”, comenta Dra. Andréa, que recomenda aos pais estarem sempre de olho na temperatura do corpo. “É fundamental que os pais tenham um termômetro para aferir a temperatura de seus filhos, pois o toque manual pode confundir e não é um método seguro”, explica.

De acordo com a médica, além da medição da temperatura, alguns métodos caseiros ajudam a entender o corpo do bebê e a reduzir a febre. “Antes de administrar o antitérmico, caso se confirme uma temperatura maior ou igual a 37,8ºC, deve-se verificar se a criança está agasalhada demais ou se bebeu pouca água durante o dia. Isso influencia diretamente na temperatura corporal dos pequenos pacientes. Daí pode dar um banho com água morna (apenas para quebrar o frio em excesso) por alguns minutos e aferir novamente a temperatura após 30 minutos”, detalha.

Por último, ela destaca a importância de procurar um profissional de saúde quando necessário. “Caso a febre permaneça, deve-se administrar o antitérmico na dose prescrita pelo pediatra e respeitar o intervalo adequado entre as doses. Mas, se a febre persistir, subir a uma temperatura elevada ou se sua frequência aumentar, o pediatra deve ser acionado. Em bebês que tenham história de convulsões febris, o cuidado deve ser mais intenso e medidas mais severas são ofertadas nessa situação”, recomenda Dra. Andréa.

Médica entrevistada:

Andrea Colpas é especialista em Pediatria. Professora auxiliar da Escola de Medicina Souza Marques, médica pediatra da SMSRJ e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. CRM: 52-603390

TAGS : Febre, Saúde Infantil, Gripe e Resfriado, Dor e SintomasNovalgina, Febre, Febre em bebes e crianças

Referências:

[1] El-Rhadi ASM. Fever management: Evidence vs current practice. World Journal of Clinical Pediatrics. 2012; 1(4): 29–33. - Consultado em 24/02/2021

MAT-BR-2101236

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