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Gripe: sintomas, como se prevenir e possíveis complicações dessa doença viral

Apesar de a gripe ser uma doença infecciosa bastante conhecida por todos, afinal, são mais de 100 milhões casos a cada inverno nos Estados Unidos, Japão e Europa, só para citar alguns países, ainda existem muitas dúvidas entre os pacientes sobre as devidas definições, sintomas e tratamentos para gripe. [1] Continue lendo para entender de uma vez por todas o que é bom para gripe!

O que é a gripe?

Trata-se de uma infecção respiratória causada pelo vírus Influenza. Apesar de o vírus circular durante o ano todo, as taxas de contágio costumam aumentar no outono e no inverno. [2] A infecção é transmitida quando a pessoa entra em contato com gotículas infectadas com o vírus, que são projetadas principalmente pela saliva, tosse e espirro. [2]

A gripe é uma grande questão mundial de saúde pública. [2] Como o processo de contágio é rápido e fácil, é comum que a gripe se desenvolva em epidemias sazonais com altas taxas de mortalidade. [2][4] De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus Influenza infecta cerca de 1 bilhão de pessoas e mata até 500 mil ao redor do mundo todos os anos. [3]

Os principais sintomas da gripe

O vírus Influenza tem um período de incubação de um a quatro dias. Ou seja, os sintomas da doença começam a surgir nessa janela de tempo. Já a eliminação do vírus no organismo acontece de cinco a sete dias depois da infecção. [3]

Os sintomas da gripe se manifestam de forma repentina, como consequência da replicação do vírus no trato respiratório. [5] Os sintomas mais comuns são febre, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, coriza, tosse, dor muscular, fadiga e fraqueza. Uma minoria de pacientes também relata incômodos gastrointestinais, como diarreia, náusea e vômito, além de rouquidão e conjuntivite alérgica. A maioria deles costuma desaparecer em até uma semana. Apenas a tosse e a fraqueza no corpo podem perdurar por mais tempo, até 14 dias. [2][3][5]

Grupos de risco exigem mais atenção

Por ser uma doença muito comum, a maioria das pessoas experimenta apenas um leve mal-estar e logo se recupera completamente. Porém, não se pode negligenciar que a gripe oferece complicações preocupantes e risco de vida para determinados grupos. [3][4]

Os grupos de risco da gripe são: crianças pequenas, especialmente bebês com menos de seis meses de idade; pacientes com doenças crônicas e imunocomprometidos; idosos e gestantes. [3][4] Porém, a taxa de mortalidade aumenta em todas as faixas etárias quando a doença exige internação hospitalar. [3]

As possíveis complicações da gripe

O quadro mais preocupante da doença inclui algumas complicações, como pneumonia bacteriana secundária, alterações no eletrocardiograma cardíaco e infecções bacterianas secundárias. Um exemplo recorrente é a miosite, uma infecção nos músculos que pode afetar a movimentação do corpo tão gravemente a ponto de limitar a capacidade de andar. [5]

Quais são os tratamentos para gripe?

A alta taxa de mutação do vírus Influenza dificulta a criação de um remédio para a gripe que seja eficaz por muito tempo. Por isso, sempre estão sendo feitos novos estudos sobre o que é bom para gripe. [2]

O tratamento para gripe moderada - quando o paciente não faz parte do grupo de risco e não precisa de internação hospitalar - é feito com medicamentos para tratar os sintomas, como a febre. Os antivirais e antibióticos são prescritos apenas quando há complicações em decorrência da gripe, como as que foram mencionadas acima. A prescrição desses remédios especificamente no tratamento para gripe comum é considerada imprópria. [2][3][4]

Alguns profissionais da saúde defendem que pessoas saudáveis com quadros leves de gripe não precisam de medicamentos antivirais. Nesses casos, apenas o repouso e a ingestão de líquidos em quantidade adequada já seriam suficientes para aliviar o desconforto causado pela doença. [3][4]

A vacina é a melhor forma de prevenção

A melhor forma de prevenir a gripe e suas possíveis complicações é se vacinar anualmente. [2][3] A vacina é formulada com o Influenza desativado e é capaz de prevenir o contágio ou reduzir o impacto do vírus no organismo em caso de infecção. A vacina é segura e deve ser tomada por todos, principalmente por aqueles que estão nos grupos de risco. As únicas contraindicações são em bebês com menos de seis meses de vida e em grávidas no primeiro trimestre de gestação - elas devem aguardar para tomar a vacina no segundo ou terceiro trimestre da gravidez. [5]

Além da vacina, é importante que a pessoa gripada colabore com um senso de comunidade, se possível, e se ausente do trabalho, escola ou faculdade para limitar a propagação do vírus nos ambientes de convívio social. [3]

Qual é a diferença entre gripe e resfriado?

Essa clássica dúvida tem fundamento. Afinal, a gripe e o resfriado são doenças causadas por processos inflamatórios que atingem as vias aéreas superiores - nariz e garganta - e são percebidas por sintomas bem semelhantes. [2]

Entretanto, o resfriado é causado por um outro vírus, o rinovírus. Assim como a gripe, essa infecção viral pode ser contraída durante todo o ano a partir do contato com secreções infectadas, mas se torna mais comum com a baixa da temperatura durante o inverno. Coriza, congestão nasal, espirros, tosse, olhos lacrimejantes, febre baixa e mal-estar são os principais sintomas do resfriado. [2][6]

Diferentemente da gripe, que tem idosos como grupo de risco, a frequência de contágio do resfriado diminui com o passar da idade. Crianças de até dois anos ficam resfriadas cerca de seis vezes anualmente, enquanto nos adultos esse número diminui para duas a três vezes e, em idosos, cai para apenas uma vez ao ano. Em adultos, a febre também passa a ser um sintoma raro e é substituído por apenas um mal-estar. [6]

Pode-se afirmar, portanto, que a principal diferença entre gripe e resfriado está no nível de gravidade da doença. O resfriado não gera grandes preocupações de complicações e de letalidade. Ele também é mais frequente, mas é menos preocupante que a gripe. [6]

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Referências:

[1] Forleo-Neto E, Halker E, Santos VJ, Paiva TM, Toniolo-Neto J. Influenza. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.36 no.2 Uberaba Mar./Apr. 2003. - Consultado em 30/12/2020
[2] Campos HS. Gripe ou resfriado? Sinusite ou rinite? Jornal Brasileiro de Medicina. Jan-fev 2014; 102(1): 41-50. - Consultado em 28/12/2020
[3] Ghebrehewet S, MacPherson P, Ho A. Influenza. BMJ. 2016 Dez. 2016;355:i6258. - Consultado em 28/12/2020
[4] Boktor SW, Hafner JW. Influenza. StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; Janeiro de 2020. - Consultado em 28/12/2020
[5] Banning M. Influenza: incidence, symptoms and treatment. Br J Nurs 2005 Dec 8-2006 Jan 11;14(22):1192-1197. - Consultado em 17/12/2020
[6] Allan GM, Arroll B. Prevention and treatment of the common cold: making sense of the evidence. CMAJ. 2014 Feb 18;186 (3):190-199. - Consultado em 28/12/2020

MAT-BR-2100026

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