Mãe conferindo a temperatura da sua filha com auxílio de um termômetro | Sanofi

Convulsão febril: saiba mais sobre esse sintoma perigoso que está associado à febre em criança

A convulsão febril é um sintoma observado com frequência em crianças com febre e caracteriza-se por uma crise tônico-clônica, ou seja, na qual a criança perde a consciência e mexe com frequência membros do corpo como cabeça, braços e pernas [1]. Apesar de quase sempre não durar muito tempo[1], a crise convulsiva febril assusta e é desesperadora para muitos que a vêem, principalmente quando se trata de crianças. Para ajudar a esclarecer sobre o assunto, conversamos com a médica pediatra Flávia Bello (CRM 52-85057-8/RJ), que explicou mais sobre esse sintoma.

Convulsão febril é quase sempre um sintoma infantil

De acordo com a pediatra dificilmente as crises convulsivas são associadas à febre adulta. “A convulsão febril é um sintoma comum, sua incidência varia de 2 a 5% na faixa etária pediátrica e é muito mais comum em crianças de 6 meses a 5 anos de vida”, explica. Isso acontece devido ao cérebro das crianças ainda ser imaturo e, por isso, mais suscetível às convulsões [2]. Conforme o sistema nervoso central vai amadurecendo, as chances de uma convulsão febril ocorrerem ficam menores [2].

A convulsão não indica a gravidade do problema

Muita gente acredita que a convulsão febril evidencia a gravidade da doença da criança, mas isso é um mito, como explica Dra. Flávia. “Pelo contrário. Cerca de 86% dos casos são infecções virais e poucos casos são relacionados a infecções bacterianas como otite e amidalite. Alguns protocolos priorizam a coleta de líquido cefalorraquidiano (líquor) para afastar o diagnóstico de meningite em crianças abaixo de 1 a 2 anos de idade, uma vez que nesta faixa etária é mais difícil realizar esse diagnóstico e geralmente são quadros mais graves”.

Apesar de assustadora, ela não traz maiores riscos à saúde

Uma convulsão, de qualquer forma, é um tanto desesperadora de se ver, principalmente para os pais. No entanto, de acordo com a pediatra, não deve haver motivo para a angústia ou pânico. “A convulsão febril tem por definição a ausência de sequelas. Não traz nenhum risco à saúde” [2]. Ainda assim, ela deve ser observada e manejada de forma correta.

Geralmente, as convulsões febris não ultrapassam 5 minutos e neste período o ideal é que os pais ou responsáveis não intervenham com nenhuma medicação: o importante é garantir que a criança não se machuque nos espasmos e mantenha uma respiração adequada. Vale ressaltar que é recomendado contatar um pediatra para mais orientações. Caso a crise ultrapasse esses 5 minutos, deve-se levar a criança para um pronto-socorro ou emergência para que seja avaliada pelo pediatra que se necessário fará o uso adequado de anticonvulsivantes. [3]

TAGS : Saúde infantil

Referências:

[1]: Alencar, SP. Convulsão febril: aspectos clínicos e terapêuticos. Artigo de revisão. Revista de Medicina da UFC. 2015;55(1):38-42 - Consultado em 18/05/2020
[2]: Guerreiro, MM. Tratamento das crises febris. Jornal de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria. 2002; 78(Supl. 1): S9-S13 - Consultado em 18/05/2020
[3]: Machado MR, Carmo ALS, Antoniuk SA. Crise febril na Infância: Uma revisão dos principais conceitos. Residência Pediátrica 2018;8(supl 1):11-16 - Consultado em 18/05/2020

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